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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O Reflexo da Consciência

O que é espaço e tempo?

Embora ambos sejam ilusões, nós ainda criamos/vivemos sob os efeitos deles. 

A experiência que ambos nos proporcionam, 
se transforma na experiência de nossas próprias vidas.

O SEGREDO é:

...começar a ver e a viver a aparente "realidade física" como um reflexo.. é estar consciente de que, quando olha, é capaz de enxergar que VOCÊ não está "lá"... é saber que para mudar o reflexo, é necessário mudar a si próprio, para ver a mudança acontecer no "reflexo"...

Qualquer mudança que quer ver, precisa começar dentro, na realidade interior!

[Bashar]


sexta-feira, 16 de maio de 2014

Memórias de um buscador

Só o ponto de vista da personalidade te limita e confina, fazendo-o considerar o que foi vivido como um objetivo e como um objeto. 

Enquanto tu definires como um objetivo e um objeto separado (em relação a uma experiência, seja ela a mais importante), tu não estarás no Instante Presente e não és o que tu És. Tu deixaste o momento ser tomado pela personalidade. A partir do instante em que uma experiência aparece na consciência (qualquer que seja essa consciência), esta vai se aproveitar.

Enquanto existir, na consciência, o sentimento de uma memória, de uma experiência (mesmo a mais extraordinária que seja), tu vives no passado. Porque há um condicionamento que vem das suas próprias experiências e que vem alterar, realmente, a possibilidade de Ser o que tu És. Nenhuma experiência se resume a um passado ou a um futuro.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Avançar para onde?

  
Ser uma consciência sem corpo, como um ponto no Universo, é para isso que nós avançamos?

A partir do instante em que defines um objetivo ou uma experiência passada, tu não és mais o que tu És. Tu não tens que "avançar para" porque "avançar para" é desde já impôr uma distância, em relação à experiência, ou em relação a um desejo, ou em relação a uma realidade.

É claro que existe, no nível da consciência, a possibilidade de se viver sem forma. Mas a consciência, como tu o dizes, estás sempre aí: isso se chama a Infinita Presença ou Última Presença. Mas não faz do que foi vivido, há um tempo, um objetivo: criando um objetivo, tu crias uma separação.


[Bidi]

terça-feira, 23 de julho de 2013

Deus se revela no mundo (das formas)...

Assim se revela, como um verdadeiro centro de um círculo, UM PONTO. Um ponto, no entanto, não tem dimensão nem lugar. Assim, ele escapa não apenas à nossa percepção, mas também à nossa imaginação. O ponto contém tudo, mas só em potência e não em estado manifesto. Dele nascem o círculo e a esfera, que são suas formas de manifestação. Aquilo que no ponto ainda é potência ganha através do círculo e das esferas a sua configuração.

Nossa linguagem simbolicamente reflete o fenômeno do ponto: falamos em círculo de amigos, ponto de apoio, ponto de vista, esfera de atribuições e de influência. Nossa linguagem reflete o fato de que isolados somos pontos; juntos damos origem à beleza das formas, dos círculos, das esferas. Um verdadeiro líder é um ponto a partir do qual sua equipe se organiza em figuras de harmoniosa eficácia.

Pontos alcançam sua melhor expressão em rede, no coletivo. Afinados com os novos tempos. 

O ponto e o cículo - Deus e o mundo, o Uno e o múltiplo, o irrevelável e o revelável, o conteúdo e a forma... metaforicamente, poderíamos pensar também na relação entre a semente e a planta adulta e reconheceríamos q no pequeno, na parte, já está contido o todo, uma vez q nós, seres humanos, necessitamos sempre da dimensionalidade para reconhecermos algo. Dessa forma, o homem necessita do mundos das formas visíveis para ser capaz de reconhecer nele o invisível. Precisamos assim de um corpo para ter experiências de conscientização. O mundo visível é o veículo q nos coloca em contato com o transcendental. Deus se revela no mundo. 

Ou nos perdemos no mundo das formas (materialismo) ou tentamos fugir do mundo das formas, com a ilusão de que “fora do mundo” pode-se encontrar a espiritualidade. Mas não podemos escapar do mundo, pois ele existe somente em nossa consciência. Devemos, portanto “utilizar” o mundo na nossa caminhada para o centro, para a redenção da unidade, do ponto. Utilizar o mundo significa viver nele, defrontar-se conscientemente com ele, trabalhar nele, brincar nele, dançar com ele, servindo-se dele como um recurso para encontrar o ponto que unifica a multiplicidade.

A lei do mundo é o movimento, a lei do centro é a quietude. Viver no mundo é movimento, atividade, dança. Nossa vida é um dançar constante ao redor do centro, um incessante circundar o Uno invisível ao qual nós, tal como o círculo, devemos nossa existência. 

[Thorwald Dethlefsen, adaptado 1984]



quarta-feira, 19 de junho de 2013

O nível mais profundo da consciência que se pode experimentar



A consciência é parecida com o rolo de um filme. esse rolo de filme é feito de vários quadros com um pequeno espaço entre eles.

Quando olhamos para fora, estamos assistindo vários filmes em nossa mente. Não vemos o intervalo entre esses cenários, apenas ouvimos, sentimos o cheiro, o gosto, o toque, etc. Na verdade, não os vemos, porque nossa mente é muito lenta. A mente é muito vagarosa. É como se cada um desses fragmentos passasse ao mesmo tempo, instantaneamente. Então, surge a ilusão de um mundo sólido, a ilusão de um “eu” presente que está experimentando algo. É uma ilusão muito inteligente, mas profundamente enraizado na mente.

É o nível mais profundo da meditação vipassana. Ver a realidade como ela é. Ver como nos apegamos aos objetos dos sentidos, como nos apegamos ao sentido da existência do “eu”, que basicamente nos leva a fazer tudo o que fazemos na vida. A acreditar em tudo. Porque toda a vida é levada pelo sentido do “eu”.

A nossa experiência possui 03 aspectos: o “conhecedor”, que é a sensação do “eu”, e então, há o “conhecido”, que é o objeto que experimentamos. Quando se ouve um som, este é o “conhecido”, no sentido de que “estou ouvindo um som”. O “conhecedor”, com o sujeito e o objeto. Mas nós não vemos o que existe no meio. No meio está a consciência. No meio, está a consciência do “estar consciente”. Mas nós não a vemos porque a mente pula do “conhecedor” para o “conhecido”, devido ao seu apego. E estamos tão focados nos objetos do nosso apego, que não vemos o espaço existente entre eles. Não vemos o “estar consciente”. E é assim que a ilusão do “eu” surge.

E assim acontece em Vipassana, treinamos a nos desapegar do objeto. E, quando estamos prontos a nos desapegar do objeto, então a sensação do “eu” começa a se enfraquecer, mas ainda está lá. E aí devemos voltar nossa atenção para essa sensação do “eu” para ver como essa sensação surge. E podemos observar diretamente como a sensação do “eu” cresce de acordo com a dimensão do nosso apego, ou aversão. A sensação de apego parece ser bastante real e forte. Com a prática de Vipassana, começamos a deixar passar o apego e as reações aos vários estímulos e, então, a mente pode se expandir. Ao se expandir, a mente percebe que mais e mais coisas podem surgir e desaparecer sem apego e a sensação do “eu” começa a desaparecer.

Essa é uma percepção direta, uma observação direta de como a sensação do “eu” é feita de desejo. Quanto mais desejos e aversões você tem, mais forte é o sentido do “eu”. E quando você deixa passar, a sensação do “eu” começa a enfraquecer e, como o tempo, desaparece. Mas o problema que acontece com muitos meditadores é que eles conseguem deixar passar todas essas coisas, mas quando começam a se desapegar do mundo exterior, das suas sensações, percepções e pensamentos, o medo surge. Porque é basicamente como o medo da morte, principalmente o medo da morte do ego: o medo de se desapegar da sensação do “eu”, de se desapegar de pensar que o “eu” é de alguma forma real e, então, você nunca vai conseguir se livrar disso e entrar nos níveis mais profundos da meditação, porque nesses níveis mais profundos de meditação, isso parece quase como a morte, ou a morte do “ego”. 

E é por isso que a mente das pessoas é empurrada de volta para mais atividades. E elas começam, então a fazer coisas e a pensar para não perder a sensação do “eu”. Mas, se você compreender a natureza do ego, e do “eu”, então não vai ter medo de deixar passar. E, se você é capaz gradualmente de deixar passar, então você poderá experimentar uma transição completa da consciência. A consciência se transforma num tipo de experiência mais expandida e universal quando a sensação do “eu” desaparece. 


É a verdadeira liberação, porque a maior prisão é estar preso ao ego: ser um prisioneiro do “eu”, “me” e “meu” e todos os seus hábitos. Então quando se é finalmente livre dos últimos traços da sensação do “eu”, sua mente se torna livre verdadeiramente. Na linguagem do Buda, esse é o mais profundo estado de liberação. Mas é um processo gradual. Primeiro, nos liberamos do apego às coisas externas, do apego às sensações, do apego às percepções, nos liberamos da prisão das formações mentais, das ações, e por fim, o intelectual, esse último vestígio de traço do “eu” e se experimenta a verdadeira liberação do sofrimento. A superação da ilusão do ego. Esse é o nível mais profundo que se pode experimentar As Quatro Nobres Verdades.

[Bhante Rahula]

sábado, 7 de abril de 2012

O que pode existir se não o seu ser real?

P: Como posso apenas Ser? O que é apenas Ser? As mudanças ocorrem o tempo todo, elas são inevitáveis.
M: As mudanças são inevitáveis no mutável, mas você não está ou pelo menos não deveria estar sujeito a elas. Você é o fundo imutável contra o qual as mudanças são perecebidas.


P: Tudo muda, o fundo também muda. Não há necessidade de um fundo imutável para notar as mudanças. O ser é momentâneo sendo meramente o ponto onde o passado encontra o futuro.
M: É certo que o ser baseado na memória é momentâneo. Mas tal ser exige uma continuidade uniforme, que é mais permanente por trás dele próprio. Você conhece pela experiência que há intervalos em que o ser é esquecido. O que o traz de volta a vida cotidiana? O que o acorda de manhã? Deve existir um fator constante que possa unir esse intervalos na consciência, que o mantém vivo constantemente. Se você observar cuidadosamente, você achará que mesmo em sua consciência diária existem lampejos, com intervalos interpondo-se todo o tempo. O que há nos intervalos? O que pode existir se não o seu ser real, o qual é eterno? A mente e o vazio são um para ele.

[Nisargadatta Maharaj]

sábado, 9 de abril de 2011

O que é ISTO que tudo vê?


Q: Você pode me explicar melhor o que você quer dizer com O QUE É que está nos 'VENDO'? Ou o que é que tudo VÊ? O que é ISTO?
R: A visão última é a Consciência Universal, que está a assistir tudo em você (perfeitamente cognitivo, a percepção real) aqui agora neste exato momento.

Outro nome para este VER é o ordinário, a CONSCIÊNCIA 
cotidiana. Este VER ordinário da consciência cotidiana não é nada novo, porque ele sempre esteve lá e sempre vai estar. E aqui neste exato momento, você não pode estar consciente de qualquer coisa sem este VER. ELE está lá o tempo todo e você deveria saber isso tão bem ... ISTO é a testemunha de cada pensamento, emoção, sensação, sonho, etc, que está sempre "infiltrado em 'você'".

E é este VER que é o eternamente 'você' ... que nunca nasceu e nunca poderá morrer. ESTE é o verdadeiro VOCÊ.

Q: Eu não entendo, você quer dizer que é como 'ver' fisicamente?

R: NÃO. Este VER não é o mesmo que 'ver' fisicamente ou com a visão de seus olhos. Este VER é o que está consciente de tudo, inclusive da sua visão física. É o que vê (ou percebe) TODOS os seus pensamentos e experiências que acontecem para você. É aquele que é UM, 'único' e apenas percebe tudo. E que não há nem um SEGUNDO.

Q: Eu não tenho certeza se estou entendendo.
R:
 Sente-se ali e feche os olhos por um momento e permita que os pensamentos ocorram.

R: Ok, agora você pode abrir seus olhos. Você sabe como você pode "ver" ... estavam "conscientes de", e perceberam esses pensamentos? Bem, isto é o VER. E este VER é o que "vê" 
naturalmente todas as experiências.

Q: E você pode explicar o que você quer dizer com este Agora?

R: Tudo acontece no Agora. O verdadeiro você, real, que é o que vê, que é ESTE VER, está brilhando aqui e agora. Pensamentos só pode acontecer um por um, diante daquele que VÊ, instantaneamente. Eles não podem acontecer no "passado" ou no "futuro", porque o "passado" e o "futuro" não existem na realidade. O que vocês chamam de "passado" e "futuro" são apenas ideias e pensamentos sobre o "passado" e o "futuro" distante que estão sendo experimentados por este VER aqui agora. NESTE INSTANTE contínuo ou no ponto do agora é onde a vida sempre acontece.


Seeing the Essence

sábado, 23 de outubro de 2010

Divinamente tudo acontece

  Como surge o sofrimento e/ou a tristeza? 

Só podem aparecer no nível mental, ou seja, a partir do momento em que cada pensamento surge e se torna "verdadeiro". Uma situação passada triste não deveria nos fazer infeliz, devido sua inexistência no presente. No entanto, a infelicidade aparece quando algum pensamento desagradável surge a respeito de uma situação retrospectiva. 

Portanto, É a perda do momento presente que nos torna infeliz, em função de um retorno inconsciente pela ideia de um passado inexistente. Ou seja, é o retorno pela memória condicionada. A mente costuma dar voltas em torno daquilo que foge do presente. É de sua natureza. E também faz parte da consciência do ser o próprio estado mental, agitado ou silencioso, assim como faz parte também do ser habitar inúmeros corpos para experienciar infinitas possibilidades.

Enxergar o mundo sob a perspectiva de outros mundos (outras pessoas), tudo se iguala, sejam nos sentimentos, sejam nas emoções, pré-conceitos e julgamentos. O outro está ali e mesmo diferente no nível da forma e da superfície, seu coração pulsa igualmente.

Quando deixamos, abandonamos a ideia e a memoria ao passado, seja agradável ou desagradável, deixamos de conduzir e passamos a ser conduzidos pela Graça inabalável que habita o corpo, pois mesmo sem saber, divinamente tudo acontece e É como é.


quinta-feira, 24 de junho de 2010

As experiências de vida são nada mais do que modificações mentais

  


 Vrttayah pancatayyah klistaklistah. (I-5)

As modificações da mente são de cinco tipos e são dolorosas ou não-dolorosas.

Assim está escrito em Os Yoga Sutras de Patanjali, seção esta válida para estabelecermos uma relação com os nossos sentimentos. Podem ser eles dolorosos, prazerosos ou neutros, sendo todos produzidos em nossa consciência.

O sentimento é assim doloroso ou não-doloroso ou em alguns casos, podem assumir neutralidades, sem quaisquer reações de prazer ou dor. Na grande maioria das vezes, o sentimento não-doloroso é o mesmo que neutro, pois acontece quando as percepções sensoriais não despertam em nós nenhum tipo de sentimento. Por exemplo: diariamente, quando não estamos despertos, não notamos o vento que toca nossa pele, não presenciamos sequer uma árvore a nossa frente.

Por outro lado, há tipos de funcionamento da mente que despertam prazer e dor. Por exemplo: saboreamos um alimento, contemplamos um por do sol, apreciamos uma bela foto, caracterizando momentos para criar na mente sentimento de prazer. Na sua contramão, quando aspiramos um cheiro ruim ou quando olhamos uma imagem grotesca, o funcionamento da mente tende a produzir reações dolorosas.

Para todos esses tipos de modificações da mente, Patanjali classificou como sendo tipos de sentimentos que provocam dor, ou seja, todas as experiências, sejam elas de prazer ou dor, tornam-se realmente penosas para àquelas pessoas capazes de discernir as ilusões da vida real.

Torna-se uma tremenda ignorância, gerada pelas ilusões das modificações da mente, considerarmos o prazer em experiências que são fonte potencial de dor. 

Apesar da visão aparentemente pessimista, o objetivo maior aqui é criar esta classificação apenas para demonstrar que: todas as nossas experiências de vida, no domínio da mente, consistem em modificações mentais e nada mais.

E os cinco tipos de modificações da mente que tendem a provocar prazer ou dor são: conhecimento correto, conhecimento errôneo, fantasia, sono e memória.

Referência: A Ciência do Yoga [I. K. Taimni]

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Veja a si mesmo na quietude da mente


Trata-se de um dos livros mais profundos que tenho lido e que constantemente me deixa "confuso", a ponto de ir profundo no auto-questionamento. Nisargadatta Maharaj diz coisas que vão além de qualquer sentido relativo. Em Eu Sou Aquilo, quando fala sobre a "Consciência é Livre" (pág. 210), questionaram-o sobre a existência da Consciência:

P: Todos estão conscientes, mas nem todos estão acordados para a Consciência.
M: Não diga: "todos estão conscientes". Diga: "há consciência" na qual tudo aparece e desaparece. Nossas mentes são apenas ondas no oceano da consciência. Como ondas, vão e vêm. Como oceano, são infinitas e eternas. Conheça a si mesmo como o oceano do ser, o útero de toda existência. Certamente, tudo isto são metáforas; a realidade está além da descrição. Só sendo a realidade se pode conhecê-la.

P: Vale a pena buscá-la?
M: Sem ela tudo é problema. Se quer viver de maneira sã, criativa e feliz, tendo infinitas riquezas a compartilhar, busque o que você é. Enquanto a mente estiver centrada no corpo e a consciência na mente, a Consciência é Livre. O corpo tem seus impulsos e a mente, suas dores e prazeres. A Consciência é desapegada e inabalável. É lúcida, silenciosa, pacífica, viva, sem desejo, nem temor. Medite nela como em seu próprio ser e tente sê-la em sua vida diária e você compreenderá em toda sua plenitude.

A mente está interessada no que acontece, enquanto a Consciência se interessa na própria mente. A criança vai atrás do brinquedo, mas a mãe observa a criança, não o brinquedo. Observando incessantemente, esvaziei-me por completo e, com esse vazio, tudo regressou a mim, exceto a mente. Descobri que havia perdindo a mente irreparavelmente.

P: Você está inconsciente enquanto está falando?
M: Não estou nem consciente nem inconsciente, estou além da mente e de seus vários estados e condições. As distinções são criadas pela mente e se aplicam apenas para a mente. Sou a mais pura consciência, ela própria, a Consciência íntegra de tudo o que É. (...) As distinções e separações que constituem uma pessoa, não me distraem. Enquanto o corpo durar, ele terá suas necessidades como qualquer outro, mas o processo mental terminou.
P: Você se comporta como uma pessoa que pensa?
M: Por que não? Mas meu pensamento, como minha digestão, é inconsciente e propositado.

P: Se seu pensamento é inconsciente, como você sabe que ele está correto?
M: Não há nenhum desejo, nem temor que o impeça. Dessa forma, o que pode torná-lo incorreto? Uma vez que me conheço e o que represento, não necessito verificar-me todo o tempo. Quando você sabe que seu relógio marca a hora correta, você não precisa duvidar dele toda vez que o consulta.

(...)

P: Permita-me perguntar como você chegou a sua presente condição?
M: Meu mestre falou-me para agarrar-me tenazmente ao sentido "eu sou" e não desviar dele nem por um momento. Simplesmente, segui seu conselho e, em um tempo comparativamente curto, compreendi, dentro de mim mesmo a verdade de seu ensinamento. Tudo o que fiz foi lembrar constantemente seu ensinamento, seu rosto, suas palavras. Isto acabou com a mente e, na quietude da mente, vi a mim mesmo como sou ilimitado.

jaya om bhagavan!!!

sábado, 1 de maio de 2010

Esta suposta realidade pode ser um tremendo sonho

Estamos sujeitos a uma realidade, que no fundo, pode ser um grande sonho emergindo no espaço de nossa própria consciência. Não me refiro exatamente ao sonho do sono e sim, ao que estamos vivenciando aqui e agora. Como podemos distinguir o sonho da realidade? Como saber se o que estamos vivendo é realmente real? 

A "pura certeza" da existência da matéria não pode ser suficiente para acreditar na realidade. Então, eu voava bem alto. Enquanto dormia, sonhei que estava nas nuvens e era tão profundo que eu tinha absoluta certeza de que estava acordado. Mas, quando realmente acordei do sono, caído ao lado da cama, me deparei que tudo aquilo não era realidade que eu imaginava ser. Ilusão! Então, qual a diferença entre o que vejo e o que imagino? É tudo um sonho? O que é realidade?

Todo tipo de interpretação, seja no sonho, seja no estado de vigília, são criações da mente. Então, tanto faz, tanto fez, porque na verdade, tudo está naquilo que acreditamos ou não acreditamos. No entanto, entre essa crença e descrença há um pequeno espaço. E, talvez aí, nesse pequenino, mas tão elevado momento, esteja a pura consciência emergindo em direção àquilo quem realmente somos.

John Sherman propõe exatamente isto, ao sustentar a ideia de Sat-Guru Ramana Maharshi, descrevendo:

Eis a promessa: se você parar um momento, sempre que puder, sempre que se lembrar, e voltar a sua atenção consciente para esta experiência nua e crua de existir, que é tudo que você é, seu sofrimento imediatamente começará a diminuir e a fumaça quente e espessa de falsidade, confusão, dúvida e medo que encobre a mente começará a se dissipar. E, nas próprias palavras de Ramana, tudo vai dar certo no final.  
 
Na verdade, este exame, esta auto-investigação não é um caminho nem um método para se alcançar a Realização; ela É a Realização e cada momento que você passa com a sua atenção repousando na experiência de existir é passado em total e consciente realização da Realidade.


E se você continuar com esta prática e torná-la parte de sua vida, toda a falsidade finalmente desaparecerá e o que sempre esteve aqui, a paz, a naturalidade e o amor incondicional serão revelados, completa e permanentemente, de uma vez por todas. 

Hare Om Tat Sat!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Gate Gate Paragate: caminhando em direção ao além...

Está sendo um grande desafio aprender, em particular, este voluntariado. Trabalhar com velhinhos "abandonados" tem me levado a conhecer melhor diferentes aspectos da vida, antes escondidos, e que agora se manifestam tão viva e claramente. Tais revelações deveriam fazer parte do conhecimento intrínseco a qualquer ser humano, mas esquecemos que a vida é passageira e impermanente. 

Dentre eles, talvez a flacidez seja o aspecto mais visível no decorrer da velhice. No entanto, perceber o declínio da capacidade de raciocínio, lógica e consciência, manifestada pelo fardo condicionado de vidas e vidas, chega a ser deprimente. Não é raro perceber a insanidade quando você se depara com a realidade de infinitos mundos vivendo à beira da morte, como se ali, muitos estivessem na expectativa de uma outra vida após esta, ou simplesmente, desesperançosos, ignorantes quanto ao que pode acontecer pós-vida.

Esta confusão toda que minha mente percebe ao observar a situação daqueles "velhinhos", no fundo, nada mais são do que minha própria condição. A doença alheia me pertence se me identifico com ela. Manifesto dor quando faço dela um espelho. Está sendo difícil tratar este momento, internamente. A cura deste mal diz respeito unicamente a mim. Por quê, no fundo, se vejo insanidade, loucura, mazelas, doenças, desprezo, etc, tudo isto sou eu mesmo. O mundo de cada um é único e exclusivamente "dispensável" ao outro. Vivenciar a doidera alheia pode ser de grande ajuda pro outro, mas também pode ser uma tremenda ilusão para si mesmo. Por isso, o caminho é sempre este, individual, único e intransferível...

Estou 1): em estado de observação cada vez mais do meu estado interno...

Estou 2): em estado de atenção quanto aos meus pensamentos, buscando perceber que o mundo que vejo nada mais é do que tudo aquilo que penso a respeito dele...

Estou 3): em estado de realização quanto a percepção dos múltiplos aspectos da vida, principalmente quanto às rápidas mudanças que podem ocorrer inesperadamente, observando sempre a impermanência dos eventos...


Assim, busco o desapego consciente não só daquilo que pode me fazer sofrer, mas também daquilo que pode me fazer ter prazer. Pra mim, ambos manifestam respectivamente, repulsão e desejo e, como estou em 3) e, sendo assim passageiro: Gate Gate Paragate Parasamgate Bodhi Svaha...

Om. 





Gate Gate Paragate
Universum Musica

Vá além de sua mente então você pode ver que o amor é a maior dádiva de Deus para nós.
 

A descoberta da centelha divina do amor é o motivo pelo qual você foi colocado nesta terra, mas a mente humana tem traído o amor, liberte-se destes fardos.

Só em liberdade pode surgir a flor do Amor,
a partir do primeiro batimento cardíaco, todo ser humano anseia por amor.
 

Não há maior sabedoria para o homem do que o amor
Deus abriu o caminho para você tornar-se o Amor,
para ser o Amor
você só precisa remover a poeira de dentro...

pois tudo que você precisa já está aí dentro de você
 

renda-se e abra o seu coração,
ele pode encontrar a centelha divina do amor dentro de si...
então você se realiza.

Há muitos caminhos que levam a Deus 

o caminho do coração é o mais curto.

O amor é Deus, E Deus é amor.

sábado, 12 de julho de 2008

encontro com a verdade

aqui onde estou posso perceber uma realidade diferente da qual estou acostumado..
não sei o que é.
não sei se devo saber.
apenas sinto e observo.
este momento.
e agradeço.

namastê.

Review

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