Então, quando Bhagavan Ramana Maharshi, abandonou o lar em pleno auge de sua juventude, sua mãe foi procurá-lo, buscá-lo e, quando ela o encontrou ele estava em mauna (silêncio absoluto). Na ocasião, ouvindo o pedido de sua mãe para que ele voltasse para casa, ele escreveu a seguinte resposta em um papel:
"O Ordenador controla o destino das almas de acordo com o seu prarabdha karma (karma a ser trabalho nesta vida, resultante de ações de vidas passadas). O que quer que esteja destinado a não acontecer não irá acontecer, por mais que você se esforce. O que quer que esteja destinado a acontecer, irá acontecer, não importando o que você faça para evitá-lo. Isso é certo. Portanto, o melhor caminho é permanecer em silêncio".
[Uma forma concisa de uma pergunta que lhe faziam com freqüência e sua resposta típica no sentido de que não apenas explicava a teoria, mas também prescrevia o que devemos fazer].
D: Existe predestinação? E se o que está destinado a acontecer irá acontecer de qualquer maneira, há alguma utilidade em orar ou nos esforçarmos, ou simplesmente deveríamos ficar inertes?
B: Só há duas maneiras de conquistar o destino ou ser independente dele. Uma é investigar quem está submetido a esse destino e descobrir que é apenas o ego que está preso a ele e não o Eu Real, e que o ego é não-existente. A outra forma é matar o ego através da entrega absoluta a Deus, compreendendo sua própria impotência e dizendo em todos os momentos: "Não eu, mas Vós, Oh meu Senhor", assim renunciando todo sentimento de "eu" e "meu", e deixando que Deus faça o que quiser com você. A entrega não é completa enquanto o devoto ainda espera algo em troca dela. A verdadeira entrega é amar a Deus pelo próprio amor, e não a fim de ganhar outra coisa, nem mesmo a salvação. Em outras palavras para conquistar o destino é preciso apagar o ego completamente, quer você faça isso por meio da auto-inquirição (atma-vichara) ou por meio do caminho da devoção (bhakti-marga).
[Na realidade, às vezes, algumas questões respondidas pareciam contraditórias. No entanto, os ensinamentos de Bhagavan expõem que a individualidade possui apenas uma existência ilusória. Enquanto a pessoa imaginar que tem uma individualidade ela também imaginará que esta possui livre arbítrio. Ambos coexistem. (...) No nível do advaita ou não-dualidade, o ego não tem livre-arbítrio, pois não há ego; mas a nível da realidade aparente o ego consiste de livre-arbítrio, ou seja, é a ilusão do livre-arbítrio que cria a ilusão da existência do ego].
Da Teoria à Prática: é isso!
Questione-se inteiramente ou entregue-se absolutamente... diante de tudo isso, nos resta descobrir qual é o nosso único propósito... para QUEM surgem essas questões ou se entregar totalmente e ficar em paz.
Livro: Os Ensinamentos de Ramana Maharshi em Suas Próprias Palavras
Editora Advaita (Arthur Osborne)
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009
Curso de Formação Simples.Mente Yoga
Agora, de fato, iniciei o Curso de Formação e Aprofundamento em Yoga e Meditação, com Marco Schultz. Diferentemente do que eu tinha imaginado, tracei caminhos que se desfizeram ao longo da última semana de inscrição. Nem FMU, nem Narayana, nem Aruna. Nada contra nenhuma delas. Pelo contrário, somente boas referências. Mas Incrível. Embora com apenas 1 semana de curso, tudo tem caminhado da melhor forma possível. Não há como não ser diferente, pois acredito na vontade divina como sendo aquela que É A melhor para mim e para todos.
O curso inicia-se na noite de 6a-feira. Uma roda com elementos xamâmicos tornaram as preces individuais como um poder energizante capaz de tornar todos ali em processo de comunhão. Acredito que isto toma efeito a partir do momento que nos conectamos com a força da Terra e da vibração silenciosa entre um grupo com mesma intenção em aperfeiçoar o caráter individual e, consequentemente, coletivo.
No sábado pela manhã, ensinamentos que intensificam o estado de presença:
Meditação é o retorno do efeito para a causa.
A idéia é estar presente, atento e ser responsável.
A maioria das guerras se dá em função das diferenças de opiniões, provocadas pelo ego (principalmente no âmbito religioso e político).
Deus, a Potencialidade Pura, não pode ser objetivado.
Meditação como atenção na ação.
Disciplina como realização de dentro para fora e não como obrigação de fora para dentro.
A idéia é abrir mão de quaisquer expectativas e interesses.
O que causa sofrimento é o apego ao desejo.
Quem é este aspecto da nossa existência que fica projetando, fazendo julgamentos, querendo tornar a realidade diferente de como ela é? O ego, que manipula e distorce a realidade e que nunca se satisfaz.
Assumir de uma vez por todas a responsabilidade pela tua própria vida.
Não há nada que não seja divino e bem vindo.
O estado de entrega foge do controle do personagem e se distribui ou dissolve-se na ação pelo Divino.
Ser conduzido ao invés de conduzir.
Abrir mão dos direitos para focar a atenção no nosso dever (dharma).
O segredo é aprender a relacionar-se com o aspecto dual da vida.
Cumprir com o dharma é fazer o que tem que ser feito, sem apegos.
Expandir a consciência para o Todo, ao invés de se indentificar com a parte.
É na formalidade do sadhana que adquirimos um maior estado de presença.
Em continuidade, as práticas foram tão intensas e seguras, com paradas necessárias para explicações técnicas detalhadas em cada asana, demonstrados a partir dos próprios alunos ou pelo próprio professor. Percebi uma didática acessível e de alcance ao método ensinado. Tudo capaz de mover a minha trajetória ao longo do caminho da Yoga como um dever particular em fluir para um estado de consciência mais maduro, atento e direto.
Namastê.
Om shanti.
O curso inicia-se na noite de 6a-feira. Uma roda com elementos xamâmicos tornaram as preces individuais como um poder energizante capaz de tornar todos ali em processo de comunhão. Acredito que isto toma efeito a partir do momento que nos conectamos com a força da Terra e da vibração silenciosa entre um grupo com mesma intenção em aperfeiçoar o caráter individual e, consequentemente, coletivo.
No sábado pela manhã, ensinamentos que intensificam o estado de presença:
Meditação é o retorno do efeito para a causa.
A idéia é estar presente, atento e ser responsável.
A maioria das guerras se dá em função das diferenças de opiniões, provocadas pelo ego (principalmente no âmbito religioso e político).
Deus, a Potencialidade Pura, não pode ser objetivado.
Meditação como atenção na ação.
Disciplina como realização de dentro para fora e não como obrigação de fora para dentro.
A idéia é abrir mão de quaisquer expectativas e interesses.
O que causa sofrimento é o apego ao desejo.
Quem é este aspecto da nossa existência que fica projetando, fazendo julgamentos, querendo tornar a realidade diferente de como ela é? O ego, que manipula e distorce a realidade e que nunca se satisfaz.
Assumir de uma vez por todas a responsabilidade pela tua própria vida.
Não há nada que não seja divino e bem vindo.
O estado de entrega foge do controle do personagem e se distribui ou dissolve-se na ação pelo Divino.
Ser conduzido ao invés de conduzir.
Abrir mão dos direitos para focar a atenção no nosso dever (dharma).
O segredo é aprender a relacionar-se com o aspecto dual da vida.
Cumprir com o dharma é fazer o que tem que ser feito, sem apegos.
Expandir a consciência para o Todo, ao invés de se indentificar com a parte.
É na formalidade do sadhana que adquirimos um maior estado de presença.
Em continuidade, as práticas foram tão intensas e seguras, com paradas necessárias para explicações técnicas detalhadas em cada asana, demonstrados a partir dos próprios alunos ou pelo próprio professor. Percebi uma didática acessível e de alcance ao método ensinado. Tudo capaz de mover a minha trajetória ao longo do caminho da Yoga como um dever particular em fluir para um estado de consciência mais maduro, atento e direto.
Namastê.
Om shanti.
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