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sexta-feira, 5 de março de 2010

Gate Gate Paragate: caminhando em direção ao além...

Está sendo um grande desafio aprender, em particular, este voluntariado. Trabalhar com velhinhos "abandonados" tem me levado a conhecer melhor diferentes aspectos da vida, antes escondidos, e que agora se manifestam tão viva e claramente. Tais revelações deveriam fazer parte do conhecimento intrínseco a qualquer ser humano, mas esquecemos que a vida é passageira e impermanente. 

Dentre eles, talvez a flacidez seja o aspecto mais visível no decorrer da velhice. No entanto, perceber o declínio da capacidade de raciocínio, lógica e consciência, manifestada pelo fardo condicionado de vidas e vidas, chega a ser deprimente. Não é raro perceber a insanidade quando você se depara com a realidade de infinitos mundos vivendo à beira da morte, como se ali, muitos estivessem na expectativa de uma outra vida após esta, ou simplesmente, desesperançosos, ignorantes quanto ao que pode acontecer pós-vida.

Esta confusão toda que minha mente percebe ao observar a situação daqueles "velhinhos", no fundo, nada mais são do que minha própria condição. A doença alheia me pertence se me identifico com ela. Manifesto dor quando faço dela um espelho. Está sendo difícil tratar este momento, internamente. A cura deste mal diz respeito unicamente a mim. Por quê, no fundo, se vejo insanidade, loucura, mazelas, doenças, desprezo, etc, tudo isto sou eu mesmo. O mundo de cada um é único e exclusivamente "dispensável" ao outro. Vivenciar a doidera alheia pode ser de grande ajuda pro outro, mas também pode ser uma tremenda ilusão para si mesmo. Por isso, o caminho é sempre este, individual, único e intransferível...

Estou 1): em estado de observação cada vez mais do meu estado interno...

Estou 2): em estado de atenção quanto aos meus pensamentos, buscando perceber que o mundo que vejo nada mais é do que tudo aquilo que penso a respeito dele...

Estou 3): em estado de realização quanto a percepção dos múltiplos aspectos da vida, principalmente quanto às rápidas mudanças que podem ocorrer inesperadamente, observando sempre a impermanência dos eventos...


Assim, busco o desapego consciente não só daquilo que pode me fazer sofrer, mas também daquilo que pode me fazer ter prazer. Pra mim, ambos manifestam respectivamente, repulsão e desejo e, como estou em 3) e, sendo assim passageiro: Gate Gate Paragate Parasamgate Bodhi Svaha...

Om. 





Gate Gate Paragate
Universum Musica

Vá além de sua mente então você pode ver que o amor é a maior dádiva de Deus para nós.
 

A descoberta da centelha divina do amor é o motivo pelo qual você foi colocado nesta terra, mas a mente humana tem traído o amor, liberte-se destes fardos.

Só em liberdade pode surgir a flor do Amor,
a partir do primeiro batimento cardíaco, todo ser humano anseia por amor.
 

Não há maior sabedoria para o homem do que o amor
Deus abriu o caminho para você tornar-se o Amor,
para ser o Amor
você só precisa remover a poeira de dentro...

pois tudo que você precisa já está aí dentro de você
 

renda-se e abra o seu coração,
ele pode encontrar a centelha divina do amor dentro de si...
então você se realiza.

Há muitos caminhos que levam a Deus 

o caminho do coração é o mais curto.

O amor é Deus, E Deus é amor.

sábado, 3 de outubro de 2009

Toda felicidade vem da Consciência

P: A dor não é aceitável.
M: Por que não? Tente e você encontrará na dor uma alegria que o prazer não pode dar, pela simples razão que a aceitação da dor o leva mais intensamente que o prazer. O ser pessoal, por sua própria natureza, está continuamente perseguindo o prazer e evitando a dor. O fim deste padrão é o fim do ser. O fim do ser com seus desejos e medos lhe permite retornar a sua natureza real, a origem de toda felicidade e paz. O desejo permanente de prazer é o reflexo da harmonia interior eterna. (...)

P: Você aconselha evitar o prazer e aspirar a dor?
M: Não, nem aspirar o prazer, nem evitar a dor. Aceite ambos como chegam, aprecie-os enquanto durarem, deixe-os ir quando devem ir-se.

P: Como é possível apreciar a dor? A dor física pede ação.
M: Certamente. E assim é com a mental. A felicidade está na Consciência disto, em não se encolher ou, de qualquer modo, afastar-se. Toda a felicidade vem da Consciência. Quanto mais consciente somos, mais profunda é a alegria. A aceitação da dor, a não-resistência, a coragem e a paciência abrem profundas e permanentes fontes de felicidade real, verdadeira bem-aventurança.

P: Por que a dor deveria ser mais eficaz que a alegria?
M: O prazer é aceito prontamente, enquanto todos os poderes do ser rejeitam a dor. Como a aceitação da dor é a negação do ser, e o ser se interpõe no caminho da verdadeira felicidade, a aceitação total da dor libera o manancial da felicidade.

EU SOU AQUILO

Tat Twan Asi
Sri Nisargadatta Maharaj

Review

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