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domingo, 12 de janeiro de 2014

A revelação do não-julgamento

Quaisquer que sejam as pessoas com as quais você convive, não importa quem cruzar o seu caminho, deve ser um compartilhar de vibrações, um compartilhar de competências, um compartilhar de respeito e amor ao próximo...

Isso quer dizer simplesmente que vocês todos possuem aspirações comuns para estar em comunhão neste espaço-tempo, no entanto a "aspiração comum" não é suficiente, as afinidades e desejos similares, não bastam. Todos devem vivenciar a energia do despertar, da fluidez, da sincronia e da alegria. Se uma pessoa não está em alegria para compartilhar com você, ou seja, se ela compartilha tristeza e desespero, vocês não devem acusá-la por estar nesse estado. O condicionamento / o conhecimento deste ser no sentido de querer proteger o "eu / meu", o impede ou o afasta de seu particular estado natural e tudo isto, de alguma maneira, também tem a ver com você, pois caso contrário não teria cruzado seu caminho.

O que se pode dizer com isso é que há em vocês uma necessidade de aprovação e de proteção, mas o amor não conhece a proteção, nem muito menos pede aprovação. O amor não tem necessidade de ser protegido, pois não é propriedade.

Por isto, não deve haver nenhuma força para impedir a experiência da liberação, seja pelo aspecto mental ou emocional, quer dizer, pelas palavras e pensamentos que revelam o julgamento.

[O.M. Aïvanhov, adaptado]

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Desde que haja um pensamento, você não está mais no instante presente...

  Temos pensamentos repetitivos, obsessivos, às vezes de rejeição (...) O que pode dizer sobre isto?

Isto remete ao que é denominado o medo do abandono e o medo da traição. Quer dizer, a característica destes pensamentos obsessivos é que eles são induzidos por apegos ligados a feridas que foram vividas.


(...) não adianta encontrar elementos que desencadearam isso. A pessoa diz: "eu tenho pensamentos". Mas, não é você quem tem pensamentos, são os pensamentos que surgem em sua mente, no seu cérebro mais arcaico, que lhe sussurra coisas muito desagradáveis às quais você se identifica e portanto terá de enfrentar. 

Primeiramente, você não é esses pensamentos; isto foi dito, repetido, incansavelmente. Enquanto você se identificar com esse gênero de pensamentos, você não poderá acessar a liberdade e ser Livre efetivamente. Ou seja, quando você leva sua consciência, sua atenção, sobre um pensamento que chega, a primeira coisa que você faz é dizer: “são meus pensamentos”. Mas, não! São secreções que estão ligadas às feridas passadas.

Portanto, é preciso se desidentificar, já, desses pensamentos passados, porque eles não são você. Quando você têm pensamentos como esse, o que isso quer dizer? Isso quer dizer, evidentemente, que você não está suficientemente instalado no instante presente. No instante presente não há pensamentos. Desde que haja um pensamento, você não está mais no instante presente e as transformações de sua consciência, o que você vive, lhes mostram isso.


Como diz BIDI, você ainda atua na peça de teatro e isso é o que você não consegue ver. Você ainda está iludido e convencido de que é a pessoa que vive isso. Enquanto você estiver identificado com este corpo, enquanto você estiver identificado com sua pessoa e com seus pensamentos, é muito simples, você não pode encontrar a Liberdade. (...) isto quer dizer que há um trabalho de distanciamento entre o Ser e aquele que pensa ser os pensamentos.

A primeira coisa a fazer é conscientizar-se imediatamente de que você não é esses pensamentos. É preciso vê-los passar. Todos os ensinamentos sobre meditação já falaram longamente disso. Enquanto houver emoções, enquanto houver medos e desejos, enquanto houver este tipo de pensamentos, você não pode ser Livre. Você pode viver momentos maravilhosos, de pura gratidão, onde pode viver aparentemente momentos de Graça. Porém, viver momentos e experiências passageiras não é estar estabelecido, de fato, na Liberdade.

Enquanto você jogar o jogo desses pensamentos que chegam e que vocês estão persuadidos que são seus, você não tem nenhuma liberdade. Este é o trabalho da Luz, não somente do Abandono à Luz, mas quando você aceitar abandonar a Si próprio, enquanto este personagem vivendo uma história. Senão, esses pensamentos vão, literalmente, esmoecer a sua vida. 

(...)


Enquanto você acreditar que é você quem pensa, há engano. Sobretudo por este tipo de pensamentos que surgem e aparecem o tempo todo.

[O.M. Aïvanhov, adaptado]



quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O que é a Onda da Vida?

Onda da Vida é o momento em que há rendição total do Ser. Do mesmo modo que um artista que irá pintar, ela pode se expressar na poesia, na música, na dança. A Onda da Vida acontece nesses momentos. É justamente durante o trabalho de criação que Ela pode se manifestar integralmente. Há artistas conhecidos que descreveram Isto. Hoje, esses artistas podem, particularmente, senti-la tão profundamente, pois são absorvidos, de alguma forma, pelo ato criativo. A Onda da Vida se manifesta para eles, exatamente neste momento.

E ISTO pode acontecer exatamente conosco, pois também temos ISTO na vida e assim também estamos disponíveis para surfar na Onda da Vida.

Não há mais tempo para limitar ou restringir a Luz em cada um, principalmente nos momentos privilegiados, quando estamos Alinhados, quando estamos conectados em meditação, ou em oração.

Cada minuto da vida, de hoje em diante, devemos nos exprimir pela Onda da Vida. Somos a Onda da Vida, portanto todos devem, cada vez mais (e isso é natural), habituarmos a deixar exprimir, em cada um, o que é o mais espiritual, o mais elevado.

Trata-se de uma negação a individualidade e a personalidade. Negação ao ego e ao que é limitado. "Não" ao que reage sem parar, assim que há a menor contrariedade. Porque, em última análise, é sempre o ego que reage.


Se nós percebermos, antes de falar, antes de reagir, antes de ficar com raiva, e permanecer (alguns breves instantes, algumas respirações, alguns minutos, não importa) à escutar a Onda da Vida (não para buscá-la, sem constrangimento, mas simplesmente aí, no Aqui Agora, a Onda da Vida pode fluir em vocês.

E, naquele momento, tudo o que vocês expressarem, tudo o que vocês manifestarem, será procedente da Onda da Vida que vocês são. E não da personalidade que vocês crêem ser. É um aprendizado que vai ocorrer naturalmente.


Simplesmente, entre no campo da observação sobre o que acontece, alguns segundos, alguns minutos (qualquer que seja o tempo que isso dure), e o mais importante: jamais julguem. Porquê, o menor ato, a menor pessoa, o menor elemento que vocês julgarem, vocês se auto-condenam, e afastam a Onda da Vida de vocês mesmos.

Porque, mesmo se alguma coisa lhes parecer aberrante e lhes parecer injusta, em última análise, quem vê a situação? É sempre o mental. É sempre a personalidade.

Mas a Onda da Vida, é natural. A única coisa que não pode extingui-lo, mas que o afasta, temporariamente, é o julgamento.

Então, por mais que vocês digam que vocês são amor, que vocês amam todo mundo, pode ser uma falsidade, pois se houver o menor julgamento, se vocês condenarem quem quer que seja, vocês se condenam a si próprios.


Pergunta: eu me sinto disperso, particularmente nas minhas atividades criativas. Isso atrapalha a realização da minha missão?

A única missão para realizar é viver a Onda da Vida.
Vocês não são os autores, muito menos a sua identidade.
Vocês não são a menor das suas projeções no exterior.

Isso não quer dizer que é preciso ficar como um vegetal: sentar e, então, esperar.

O que você denomina esta noção de estar disperso (fragmentado) é apenas uma visão limitada do que nós chamamos de Deslocalização ou Separação.

O que acontece?

Se vocês adotam o ponto de vista da personalidade, vocês dizem: “como, eu não posso mais fazer o que eu estava prestes a fazer; eu não posso mais realizar a minha missão?”.

Não há missão.
Não há evolução.
Há, apenas, que ser esta Onda da Vida.

Agora, vocês são livres para não ser a Onda da Vida, para desviar-se disso, para acreditar que há um combate entre os ímpios e os gentis, acreditar que há um papel (uma função) a realizar sobre esta Terra.

A Onda da Vida é tudo, exceto isso.


[O.M. AÏVANHOV] adaptado

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