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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Memórias de um buscador

Só o ponto de vista da personalidade te limita e confina, fazendo-o considerar o que foi vivido como um objetivo e como um objeto. 

Enquanto tu definires como um objetivo e um objeto separado (em relação a uma experiência, seja ela a mais importante), tu não estarás no Instante Presente e não és o que tu És. Tu deixaste o momento ser tomado pela personalidade. A partir do instante em que uma experiência aparece na consciência (qualquer que seja essa consciência), esta vai se aproveitar.

Enquanto existir, na consciência, o sentimento de uma memória, de uma experiência (mesmo a mais extraordinária que seja), tu vives no passado. Porque há um condicionamento que vem das suas próprias experiências e que vem alterar, realmente, a possibilidade de Ser o que tu És. Nenhuma experiência se resume a um passado ou a um futuro.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Avançar para onde?

  
Ser uma consciência sem corpo, como um ponto no Universo, é para isso que nós avançamos?

A partir do instante em que defines um objetivo ou uma experiência passada, tu não és mais o que tu És. Tu não tens que "avançar para" porque "avançar para" é desde já impôr uma distância, em relação à experiência, ou em relação a um desejo, ou em relação a uma realidade.

É claro que existe, no nível da consciência, a possibilidade de se viver sem forma. Mas a consciência, como tu o dizes, estás sempre aí: isso se chama a Infinita Presença ou Última Presença. Mas não faz do que foi vivido, há um tempo, um objetivo: criando um objetivo, tu crias uma separação.


[Bidi]

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Desde que haja um pensamento, você não está mais no instante presente...

  Temos pensamentos repetitivos, obsessivos, às vezes de rejeição (...) O que pode dizer sobre isto?

Isto remete ao que é denominado o medo do abandono e o medo da traição. Quer dizer, a característica destes pensamentos obsessivos é que eles são induzidos por apegos ligados a feridas que foram vividas.


(...) não adianta encontrar elementos que desencadearam isso. A pessoa diz: "eu tenho pensamentos". Mas, não é você quem tem pensamentos, são os pensamentos que surgem em sua mente, no seu cérebro mais arcaico, que lhe sussurra coisas muito desagradáveis às quais você se identifica e portanto terá de enfrentar. 

Primeiramente, você não é esses pensamentos; isto foi dito, repetido, incansavelmente. Enquanto você se identificar com esse gênero de pensamentos, você não poderá acessar a liberdade e ser Livre efetivamente. Ou seja, quando você leva sua consciência, sua atenção, sobre um pensamento que chega, a primeira coisa que você faz é dizer: “são meus pensamentos”. Mas, não! São secreções que estão ligadas às feridas passadas.

Portanto, é preciso se desidentificar, já, desses pensamentos passados, porque eles não são você. Quando você têm pensamentos como esse, o que isso quer dizer? Isso quer dizer, evidentemente, que você não está suficientemente instalado no instante presente. No instante presente não há pensamentos. Desde que haja um pensamento, você não está mais no instante presente e as transformações de sua consciência, o que você vive, lhes mostram isso.


Como diz BIDI, você ainda atua na peça de teatro e isso é o que você não consegue ver. Você ainda está iludido e convencido de que é a pessoa que vive isso. Enquanto você estiver identificado com este corpo, enquanto você estiver identificado com sua pessoa e com seus pensamentos, é muito simples, você não pode encontrar a Liberdade. (...) isto quer dizer que há um trabalho de distanciamento entre o Ser e aquele que pensa ser os pensamentos.

A primeira coisa a fazer é conscientizar-se imediatamente de que você não é esses pensamentos. É preciso vê-los passar. Todos os ensinamentos sobre meditação já falaram longamente disso. Enquanto houver emoções, enquanto houver medos e desejos, enquanto houver este tipo de pensamentos, você não pode ser Livre. Você pode viver momentos maravilhosos, de pura gratidão, onde pode viver aparentemente momentos de Graça. Porém, viver momentos e experiências passageiras não é estar estabelecido, de fato, na Liberdade.

Enquanto você jogar o jogo desses pensamentos que chegam e que vocês estão persuadidos que são seus, você não tem nenhuma liberdade. Este é o trabalho da Luz, não somente do Abandono à Luz, mas quando você aceitar abandonar a Si próprio, enquanto este personagem vivendo uma história. Senão, esses pensamentos vão, literalmente, esmoecer a sua vida. 

(...)


Enquanto você acreditar que é você quem pensa, há engano. Sobretudo por este tipo de pensamentos que surgem e aparecem o tempo todo.

[O.M. Aïvanhov, adaptado]



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