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terça-feira, 10 de setembro de 2013


Sem Objetivo Concreto
[Amor Divino Amor]

Acontece que, do ponto de vista humano, estamos aqui quase q por acaso. E é apenas isso que, felizmente, continuamos a "agir". 

E é na ausência da construção de uma finalidade explícita, que Deus se revela Deus como a suprema finalidade secreta, "oculta", porém muito onipresente em nossas vidas. 

Deus é revelado como o centro invisível das nossas vidas quando não tentamos dar qualquer outra justificação para o que somos ou tentamos ser.

 
O essencial da vida é, justamente, estar em Deus, se conectar com esta fonte supostamente desconhecida. Jesus diz aos discípulos: “Permanecei no meu amor” (Jo. 15:10). Os monges são chamados a permanecer no seu amor.

[Adaptado de MONGES, VIDAS VAZIAS E BELEZA, 
Timothy Radcliffe, op]

sábado, 24 de agosto de 2013

A Paz Que Está Além da Mente


A mente é O INSTRUMENTO que sabe. A sensação é a característica da felicidade ou infelicidade, do gostar ou do não gostar. Quando a mente se entrega a essas coisas dizemos que ela se apega ou assume que essa felicidade e infelicidade merecem ser guardadas. Esse apego é uma ação mental, essa felicidade ou infelicidade é a sensação.

Quando afirmamos que Buda nos disse para separar a mente da sensação, ele não quis dizer literalmente colocá-los em lugares diferentes. Ele quis dizer que a mente deve conhecer a felicidade e a infelicidade. Quando estamos sentados em samadhi, por exemplo, e a paz preenche a mente, então a felicidade pode vir, mas ela não nos atinge, a infelicidade pode vir, mas não nos atinge. Isto é o que quer dizer SEPARAR A SENSAÇÃO DA MENTE. Podemos compará-lo com a água e óleo numa garrafa. Eles não se combinam. Mesmo se você tentar misturá-los, o óleo permanece como óleo e a água permanece como água. Por que ocorre isso? Porque eles possuem densidades diferentes.

O estado natural da mente não é nem de felicidade nem de infelicidade. Quando uma sensação entra na mente então a felicidade ou infelicidade surge. Se tivermos ATENÇÃO PLENA então entenderemos a sensação agradável como sensação agradável. A mente que sabe não irá se agarrar a ela. A felicidade se encontra ali mas está "do lado de fora" da mente, não está enterrada dentro da mente. A mente simplesmente sabe disso com clareza.

Se separarmos a infelicidade da mente, isso significa que não haverá sofrimento, que nós não o experimentaremos? Sim, nós o experimentamos, porém sabemos que a mente é mente e a sensação é sensação. Nós não nos agarramos a essa sensação ou a carregamos conosco. O Buda separou essas coisas através do conhecimento. Ele sofria? Ele conhecia o estado de sofrimento mas não se apegava a ele, dessa forma dizemos que ele extirpou o sofrimento. E também havia a felicidade, mas ele conhecia essa felicidade, quando ela não é conhecida, é como um veneno. Ele não a tomou como parte de si mesmo. A felicidade ali estava através do conhecimento, mas ela não existia na sua mente. Dessa forma dizemos que ele separou a felicidade e a infelicidade da sua mente.

[Uma versão condensada de uma palestra proferida para o Chefe Conselheiro Particular da Tailândia, Sr. Sanya Dharmasakti, em Wat Nong Pah Pong, 1978]

sábado, 10 de dezembro de 2011

Somos infelizes ao olhar para fora no modo de pensar e sentir...




A paixão ainda é possível?

Paixão de QUEM e para QUEM? Quer dizer que há uma espécie de pessoa que continua a existir e que se tornará feliz, e que depois de ter visto que no fundo, as pessoas não existem? Claro que não! Todas as paixões são a mais pura ilusão e elas desaparecem por si mesmo. (...) Finalmente, você não pode mais falar de paixão, mas sobre uma felicidade abrangente do SER. Então você não precisa correr atrás de mais nada de modo a manter sua atenção sobre seu verdadeiro eu, porque não há simplesmente nada mais. Se nada está acontecendo e isto significa que tudo ainda é o mesmo, que sentido faz tentar perceber a verdade?

Nós realmente não devemos tentar isso! Como pode a onda do mar tornar-se água através de tanto esforço? Acontece que ela - a onda - já É água. E é por isso que somos infelizes olhando para fora no modo de pensar e sentir. E, naturalmente, então nós queremos ser felizes assim - até que tenhamos sido capazes de ver que na nossa vida não é possível encontrar a felicidade duradoura "de qualquer maneira". 
No entanto, de uma forma ou outra, ouvimos dizer que a Auto-realização é o tesouro da felicidade imutável! Hip Hip Hurra! Outra paixão ... a Realização dá-lhe nada - porém bela e clara o tanto quanto parece - até quando for possível enxergar a partir de todos os outros olhares em qualquer situação e aí sim você pode relaxar em um estado que não há qualquer segredo, nenhum esforço para obter absolutamente nada e nenhum pouco deste eu que pensa que é. 
Isso é verdade para todas as histórias, incluindo a história sobre a Auto-realização! Ou seja, você é sempre mais veloz do que qualquer experiência, principalmente aquela que você sussurra para si mesmo em sua imaginação acerca da Realidade, do real imutável, e que ele foi e será a sua verdadeira paixão.

[Chuck Hillig]

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