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domingo, 26 de janeiro de 2014

O Vosso Reino Está Aqui, por Mooji


Pai Amado, que reside dentro da alma, do meu Ser,
cujo nome é 'Eu Sou'.
Venerado seja o vosso Santo Nome.
O Vosso Reino está aqui.

A Vossa Vontade prevalece por toda a Terra, como prevalece nos reinos celestiais da minha alma.
Abre as tuas mãos e satisfazes a fome de todos os seres vivos.
Saras todos os corações do sofrimento.

Para que eles, por sua vez, possam demonstrar perdão, àqueles cujas mentes estão encobertas na ignorância do ser.
Mãe Amada, que transmites a todos o senso de escolha,
para que chegue finalmente o momento de te escolher, tu que és Verdade, para assim encontrarmos a Liberdade Eterna.

Glória ao Teu Nome, oh Verdade! Pois é Teu Reino da Existência, da Paz e Amor.
Todo o poder e Glória emanam de ti apenas,
que transmites a todos a sabedoria, a luz, o amor e a coragem
para se referirem a eles mesmos, como 'Eu Sou'.

Amém!
Om!




sexta-feira, 23 de julho de 2010

Onde quer que o "eu pessoal" toca, é dado um passo em direção ao sofrimento

O "eu" é o dedo quebrado que, onde tudo toca, experimenta a dor. Assim, Mooji me conduz à afirmação de que a identificação com este "eu" é o que traz sofrimento e dor. Onde quer que este "eu" vá, sempre haverá uma questão a resolver ou um problema. O que quer que ele toque, na ignorância da crença, traz dor a si mesmo e aos outros.

E no meio desta identificação, o "eu" imagina que a dor é causada pelo "outro", quando na verdade, ele próprio se auto-detona.

"A identificação com este "eu" está a raiz do sofrimento. Quando você escolhe o que deveria experienciar, você sofre. Quando você escolhe o que deveria aprender, você sofre. Quando você está constantemente interpretando como as coisas são ou como deveriam ser, o que você merece ou o que não merece, você sofre. Onde quer que haja orgulho, apegos, expectativas, julgamentos ou desejos, há sofrimento. Quando despertamos da ignorância para a nossa verdadeira natureza, o sofrimento é inexistente". [Mooji, Antes do Eu Sou]

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Veja a si mesmo na quietude da mente


Trata-se de um dos livros mais profundos que tenho lido e que constantemente me deixa "confuso", a ponto de ir profundo no auto-questionamento. Nisargadatta Maharaj diz coisas que vão além de qualquer sentido relativo. Em Eu Sou Aquilo, quando fala sobre a "Consciência é Livre" (pág. 210), questionaram-o sobre a existência da Consciência:

P: Todos estão conscientes, mas nem todos estão acordados para a Consciência.
M: Não diga: "todos estão conscientes". Diga: "há consciência" na qual tudo aparece e desaparece. Nossas mentes são apenas ondas no oceano da consciência. Como ondas, vão e vêm. Como oceano, são infinitas e eternas. Conheça a si mesmo como o oceano do ser, o útero de toda existência. Certamente, tudo isto são metáforas; a realidade está além da descrição. Só sendo a realidade se pode conhecê-la.

P: Vale a pena buscá-la?
M: Sem ela tudo é problema. Se quer viver de maneira sã, criativa e feliz, tendo infinitas riquezas a compartilhar, busque o que você é. Enquanto a mente estiver centrada no corpo e a consciência na mente, a Consciência é Livre. O corpo tem seus impulsos e a mente, suas dores e prazeres. A Consciência é desapegada e inabalável. É lúcida, silenciosa, pacífica, viva, sem desejo, nem temor. Medite nela como em seu próprio ser e tente sê-la em sua vida diária e você compreenderá em toda sua plenitude.

A mente está interessada no que acontece, enquanto a Consciência se interessa na própria mente. A criança vai atrás do brinquedo, mas a mãe observa a criança, não o brinquedo. Observando incessantemente, esvaziei-me por completo e, com esse vazio, tudo regressou a mim, exceto a mente. Descobri que havia perdindo a mente irreparavelmente.

P: Você está inconsciente enquanto está falando?
M: Não estou nem consciente nem inconsciente, estou além da mente e de seus vários estados e condições. As distinções são criadas pela mente e se aplicam apenas para a mente. Sou a mais pura consciência, ela própria, a Consciência íntegra de tudo o que É. (...) As distinções e separações que constituem uma pessoa, não me distraem. Enquanto o corpo durar, ele terá suas necessidades como qualquer outro, mas o processo mental terminou.
P: Você se comporta como uma pessoa que pensa?
M: Por que não? Mas meu pensamento, como minha digestão, é inconsciente e propositado.

P: Se seu pensamento é inconsciente, como você sabe que ele está correto?
M: Não há nenhum desejo, nem temor que o impeça. Dessa forma, o que pode torná-lo incorreto? Uma vez que me conheço e o que represento, não necessito verificar-me todo o tempo. Quando você sabe que seu relógio marca a hora correta, você não precisa duvidar dele toda vez que o consulta.

(...)

P: Permita-me perguntar como você chegou a sua presente condição?
M: Meu mestre falou-me para agarrar-me tenazmente ao sentido "eu sou" e não desviar dele nem por um momento. Simplesmente, segui seu conselho e, em um tempo comparativamente curto, compreendi, dentro de mim mesmo a verdade de seu ensinamento. Tudo o que fiz foi lembrar constantemente seu ensinamento, seu rosto, suas palavras. Isto acabou com a mente e, na quietude da mente, vi a mim mesmo como sou ilimitado.

jaya om bhagavan!!!

domingo, 23 de maio de 2010

Existe Algo que É Intocável

A história pode sempre se repetir ou quase sempre ela se repete. Pode mudar o cenário, os personagens, mas tudo continua o mesmo quando estamos presos na superficialidade dos condicionamentos da vida. A gente quer sempre estar no "melhor" lugar  (só que às vezes, nem sempre dá muito certo!), a gente sempre está buscando a felicidade ali longe ou no outro.

É decepcionante e uma grande ilusão depositar a felicidade fora. Como podemos ser tão incoerentes? Se quem sente a felicidade somos nós, se a felicidade vem de dentro, como que O outro ou "aquela coisa", pode assim mudar o nosso estado interno? A gente jamais deveria se abalar pelo que acontece fora de nós. Seja uma notícia boa ou ruim, nós deveríamos permaneSer sempre o mesmo, ou melhor, a "gente" (sic) permanece... quem se altera, é a mente doida. Quero dizer, não é agir com frieza de estado, mas sim pela serenidade de permanecer centrado, na presença do nosso Ser, inabalável, imanente e puro.

Aconteça o que for, existe Algo que é intocável. Lá no fundo, uma presença de paz permanece, independente do contexto aqui fora. Não há muito que fazer, porque Tudo já está feito. Tudo já É como tem que ser, porque nosso Ser não vai se alterar jamais.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Gate Gate Paragate: caminhando em direção ao além...

Está sendo um grande desafio aprender, em particular, este voluntariado. Trabalhar com velhinhos "abandonados" tem me levado a conhecer melhor diferentes aspectos da vida, antes escondidos, e que agora se manifestam tão viva e claramente. Tais revelações deveriam fazer parte do conhecimento intrínseco a qualquer ser humano, mas esquecemos que a vida é passageira e impermanente. 

Dentre eles, talvez a flacidez seja o aspecto mais visível no decorrer da velhice. No entanto, perceber o declínio da capacidade de raciocínio, lógica e consciência, manifestada pelo fardo condicionado de vidas e vidas, chega a ser deprimente. Não é raro perceber a insanidade quando você se depara com a realidade de infinitos mundos vivendo à beira da morte, como se ali, muitos estivessem na expectativa de uma outra vida após esta, ou simplesmente, desesperançosos, ignorantes quanto ao que pode acontecer pós-vida.

Esta confusão toda que minha mente percebe ao observar a situação daqueles "velhinhos", no fundo, nada mais são do que minha própria condição. A doença alheia me pertence se me identifico com ela. Manifesto dor quando faço dela um espelho. Está sendo difícil tratar este momento, internamente. A cura deste mal diz respeito unicamente a mim. Por quê, no fundo, se vejo insanidade, loucura, mazelas, doenças, desprezo, etc, tudo isto sou eu mesmo. O mundo de cada um é único e exclusivamente "dispensável" ao outro. Vivenciar a doidera alheia pode ser de grande ajuda pro outro, mas também pode ser uma tremenda ilusão para si mesmo. Por isso, o caminho é sempre este, individual, único e intransferível...

Estou 1): em estado de observação cada vez mais do meu estado interno...

Estou 2): em estado de atenção quanto aos meus pensamentos, buscando perceber que o mundo que vejo nada mais é do que tudo aquilo que penso a respeito dele...

Estou 3): em estado de realização quanto a percepção dos múltiplos aspectos da vida, principalmente quanto às rápidas mudanças que podem ocorrer inesperadamente, observando sempre a impermanência dos eventos...


Assim, busco o desapego consciente não só daquilo que pode me fazer sofrer, mas também daquilo que pode me fazer ter prazer. Pra mim, ambos manifestam respectivamente, repulsão e desejo e, como estou em 3) e, sendo assim passageiro: Gate Gate Paragate Parasamgate Bodhi Svaha...

Om. 





Gate Gate Paragate
Universum Musica

Vá além de sua mente então você pode ver que o amor é a maior dádiva de Deus para nós.
 

A descoberta da centelha divina do amor é o motivo pelo qual você foi colocado nesta terra, mas a mente humana tem traído o amor, liberte-se destes fardos.

Só em liberdade pode surgir a flor do Amor,
a partir do primeiro batimento cardíaco, todo ser humano anseia por amor.
 

Não há maior sabedoria para o homem do que o amor
Deus abriu o caminho para você tornar-se o Amor,
para ser o Amor
você só precisa remover a poeira de dentro...

pois tudo que você precisa já está aí dentro de você
 

renda-se e abra o seu coração,
ele pode encontrar a centelha divina do amor dentro de si...
então você se realiza.

Há muitos caminhos que levam a Deus 

o caminho do coração é o mais curto.

O amor é Deus, E Deus é amor.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

domingo, 13 de setembro de 2009

Solitude do agora

Embora às vezes tudo parece caminhar solitariamente,
sinto uma Presença,
sem saber o que, apenas sinto.

Observo meus passos atentamente,
como um "vai" sem volta...
e como é bom saber que foi!
e que agora só resta O agOra.

sábado, 29 de agosto de 2009

Desejos satisfeitos, mais desejos procriados

M: O que há de errado com seu mundo para que você tanto o xingue?
P: Ele é cheio de dor.

M: A natureza não é agradável nem dolorosa. É toda inteligência e beleza. O sofrimento e o prazer estão na mente. Mude sua escala de valores e tudo mudará. O prazer e o sofrimento são mera perturbação dos sentidos; trate-os igualmente e existirá apenas felicidade. O mundo é o q você faz dele; sem dúvida, faça-o feliz. Apenas o contentamento o pode fazer feliz. Desejos satisfeitos procriam mais desejos. Mantenha-se distante de todos os desejos e o contentamento que vem de si mesmo será um estado com muitos frutos, recheados de um estado puro de plenitude. Não desconfie de sua aparente esterilidade e vacuidade. Acredite em mim, é a satisfação do desejo que gera a miséria. A liberdade dos desejos é felicidade.

P: Há coisas que necessitamos.
M: O que virá a você, se não pede o que não necessita. Ainda assim, apenas poucas pessoas alcançam este estado de completa imparcialidade e desapego. É um estado muito elevado, o próprio limiar da liberação.

P: Tenho sido estéril durante os dois últimos anos, estive desolado e vazio e frequentemente pedi pela morte.
M: Bem, com sua vinda pra cá os acontecimentos começaram a funcionar. Deixe que as coisas aconteçam como elas querem acontecer, elas se ordenarão por si próprias no fim. Não precisa esforçar-se em direção ao futuro. Ele virá a você por si próprio. Durante algum tempo mais você permanecerá como um sonâmbulo, como você está agora, desprovido de significado e segurança; mas este período terminará e você achará seu trabalho frutífero e fácil. Há sempre momentos em quese sente vazio e estranho. Tais momentos são muito desejáveis pois significam que a alma se desfez de amarras e navega para lugares distantes. Este é o desapego: quando o velho terminou e o novo ainda não veio. Se você tem medo, o estado pode ser penoso; mas não há realmente nada a temer. Recorde da instrução: o que quer que você encontrar, vá além.

EU SOU AQUILO
Tat Twam Asi
Conversações com Sri Nisargadatta Maharaj

sábado, 23 de agosto de 2008

Milagre

Ceder sem se dissolver,
compreender sem se sujeitar,
cuidar sem podar,
amar sem querer possuir,
e no fim de tudo, olhar para trás e sentir:
eu ainda Sou Eu.

Descobrir: mas então isso Sou Eu,
e foi o outro quem me ensinou que eu Sou isso,
é uma tarefa quase impossível, é quase um milagre.

[Lya Luft: Secreta Mirada e Outros Poemas]

Review

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