Mostrando postagens com marcador Deus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Deus. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de outubro de 2013


A Competição junto à Irrelevância de Deus

O nosso mundo é um mercado. Todos a chamar a atenção, e a tentar convencer os outros de que o que vendem é necessário para se ter uma vida boa. Somos informados a toda a hora do que precisamos para sermos felizes: um micro-ondas, um computador, umas férias nas Caraíbas, o último sabonete. E é tentador para a religião vir também para o mercado apregoar com os outros concorrentes: 

"Precisais da religião para serdes felizes, bem sucedidos e até mesmo para serdes ricos!"

Uma das razões para a explosão das seitas na América Latina é que elas prometem riqueza. E é assim com a maioria das religiões, que estão lá para apregoar o que é importante para a vossa vida. Yoga esta semana, aromaterapia na próxima. Conseguiremos nós persuadi-los a darem uma oportunidade às nossas crenças?

Precisamos de cristãos no meio da massa, a gritar com os demais em plena azáfama do mercado, tentando chamar a atenção. Por outro lado, os mosteiros encarnam uma verdade mais profunda. Fundamentalmente, ao prestar culto a Deus não por Ele ser relevante para nós, mas simplesmente porque Ele É. 
A voz da sarça ardente proclamou: “Eu sou aquele que sou”. O que importa não é que Deus seja relevante para nós, mas que em Deus encontramos a revelação de toda a relevância, a estrela polar das nossas vidas. (...) Lá no fundo as pessoas sabem que um Deus que tem necessidade de demonstrar que é útil não é digno de ser adorado. Um Deus que tem que ter relevância não é Deus. A vida do monge testemunha a irrelevância de Deus, pois tudo o mais só é relevante em relação a Ele. As vidas dos monges testemunham isso mesmo, pela ausência de qualquer atividade particular, exceto permanecer com Deus. No centro das vossas vidas existe um vazio, como o espaço entre as asas dos querubins. Lá, podemos ter um vislumbre da glória de Deus.
[Timothy Radcliffe, op; adaptado]

terça-feira, 23 de julho de 2013

Deus se revela no mundo (das formas)...

Assim se revela, como um verdadeiro centro de um círculo, UM PONTO. Um ponto, no entanto, não tem dimensão nem lugar. Assim, ele escapa não apenas à nossa percepção, mas também à nossa imaginação. O ponto contém tudo, mas só em potência e não em estado manifesto. Dele nascem o círculo e a esfera, que são suas formas de manifestação. Aquilo que no ponto ainda é potência ganha através do círculo e das esferas a sua configuração.

Nossa linguagem simbolicamente reflete o fenômeno do ponto: falamos em círculo de amigos, ponto de apoio, ponto de vista, esfera de atribuições e de influência. Nossa linguagem reflete o fato de que isolados somos pontos; juntos damos origem à beleza das formas, dos círculos, das esferas. Um verdadeiro líder é um ponto a partir do qual sua equipe se organiza em figuras de harmoniosa eficácia.

Pontos alcançam sua melhor expressão em rede, no coletivo. Afinados com os novos tempos. 

O ponto e o cículo - Deus e o mundo, o Uno e o múltiplo, o irrevelável e o revelável, o conteúdo e a forma... metaforicamente, poderíamos pensar também na relação entre a semente e a planta adulta e reconheceríamos q no pequeno, na parte, já está contido o todo, uma vez q nós, seres humanos, necessitamos sempre da dimensionalidade para reconhecermos algo. Dessa forma, o homem necessita do mundos das formas visíveis para ser capaz de reconhecer nele o invisível. Precisamos assim de um corpo para ter experiências de conscientização. O mundo visível é o veículo q nos coloca em contato com o transcendental. Deus se revela no mundo. 

Ou nos perdemos no mundo das formas (materialismo) ou tentamos fugir do mundo das formas, com a ilusão de que “fora do mundo” pode-se encontrar a espiritualidade. Mas não podemos escapar do mundo, pois ele existe somente em nossa consciência. Devemos, portanto “utilizar” o mundo na nossa caminhada para o centro, para a redenção da unidade, do ponto. Utilizar o mundo significa viver nele, defrontar-se conscientemente com ele, trabalhar nele, brincar nele, dançar com ele, servindo-se dele como um recurso para encontrar o ponto que unifica a multiplicidade.

A lei do mundo é o movimento, a lei do centro é a quietude. Viver no mundo é movimento, atividade, dança. Nossa vida é um dançar constante ao redor do centro, um incessante circundar o Uno invisível ao qual nós, tal como o círculo, devemos nossa existência. 

[Thorwald Dethlefsen, adaptado 1984]



terça-feira, 31 de maio de 2011

Tudo é a Vontade de Deus acontecendo


Então, questionaram Ramesh Balsekar:  

WIE : Pode descrever para nós o que é que ensina?  
RB : Posso realmente resumi-lo numa só frase. A frase na qual meu ensinamento inteiro é baseado é: "Seja feita a tua vontade". Ou, como dizem os muçulmanos, “Inshallah ", A Vontade de Deus." Ou nas palavras do Buddha: "Os eventos acontecem, ações são feitas, não tem nenhum individuo que age”.Veja, o conflito básico na vida é: "eu sempre faço tudo direito então quero minha recompensa, ele ou ela sempre fazem algo errado então deveriam ser punidos". Essa é a vida, não é assim?

WIE : Bem, certamente acontece muito.  

RB : Essa é a base daquilo que eu observei. O problema inteiro surge porque alguém diz , “Eu fiz algo e portanto mereço uma recompensa, ou ele fez algo e portanto eu quero puni-lo pelo que ele fez".

WIE : Como leva as pessoas compreender isso, que não há aquele que age?  

RB : Isso é muito simples. Se analisar qualquer ação que você considera ser sua ação, você vai descobrir que é uma reação do cérebro a um evento externo sobre o qual você não tem nenhum controle. Um pensamento vem - você não tem nenhum controle sobre o pensamento que chega. Algo é visto ou é ouvido - você não tem nenhum controle sobre o que você verá ou ouvirá em seguida. Todos os esses eventos acontecem sem teu controle. E então o que acontece? O cérebro reage ao que pensou ou à coisa que é vista, ouvida, provada, cheirada ou tocada. A reação do cérebro é o que você chama "sua ação." Mas, de fato, isto é meramente um conceito.

WIE : Qual é a diferença então entre os pensamentos, sensações e ações de uma pessoa iluminada e de pessoa não iluminada ?  
RB : Acontece a mesma coisa. A única diferença é que, no caso do sábio, ele entende que é isso que acontece. Portanto ele sabe que não há nada que ele esteja fazendo, as coisas simplesmente acontecem. O sábio sabe que "eu não faço nada." Mas o homem comum diz, "faço coisas ou fazem coisas. Portanto quero minha recompensa e quero que eles sejam punidos." A recompensa ou castigo dependem da idéia que eu, ele ou ela fazemos coisas.

WIE : Posso entender através de minha própria experiência que nós não temos qualquer controle sobre qual pensamentos nem sentimentos que surgem. Mas às vezes uma ação segue outra, às vezes não, e me parece que existe uma grande diferença entre quando um pensamento meramente surge e quando é empreendida uma ação que envolve uma outra pessoa.  

RB : A ação que acontece é o resultado da reação do cérebro ao pensamento. Se é, é simplesmente a testemunha do pensamento e o cérebro não reage àquele pensamento, então não há nenhuma ação.

WIE : Mas se, como você diz, não há ninguém que decide como responder, então o que é que causa o manifestar-se de uma ação?  

RB : Uma ação acontece se for vontade de Deus que aconteça. Se não está em sua vontade, a ação não acontece.

WIE : Quer dizer que cada ação acontece por vontade de Deus?  

RB : Sim, é a vontade de Deus.

Review

Posts relacionados que você também poderá gostar